Patriarca da igreja Copta morreu neste sábado (17), aos 88 anos
O atrito piorou desde que o presidente Hosni Mubarak, que suprimia islamistas, foi deposto em 2011. Desde então, Shenouda, que morreu no sábado (17) aos 88 anos de idade, muitas vezes clamou por harmonia e regularmente se reunia com muçulmanos e outros líderes.
Cristãos, que compõem cerca de um décimo dos 80 milhões de cidadãos egípcios, há muito alegam sofrer discriminação e no passado iniciaram protestos, que incluíram a demanda por novas leis que fariam com que seja tão simples construir uma igreja quanto uma mesquita.
Shenouda serviu como o 117º papa de Alexandria desde novembro de 1971, liderando a comunidade ortodoxa que compõe a maior parte dos cristãos do Egito. Seu funeral ocorrerá na terça-feira (20), relatou a mídia estatal egípcia.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ofereceu suas condolências e o papa Bento XVI, líder dos católicos apostólicos romanos do mundo, ofereceu orações após ter sido informado de sua morte. "Eu gostaria de expressar aos membros do Sínodo Sagrado, aos pregadores e aos fieis do Patriarcado, meus mais fortes sentimentos de compaixão fraternal", disse o Papa. Descrevendo Shenouda como um defensor de longa data da unidade entre cristãos, disse que a Igreja Católica "compartilha a dor que aflige os ortodoxos".
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