Renato Sigarini era o líder
da organização criminosa, tendo articulado o transporte da droga entre
os estados, alugando o veículo, determinado quem realizaria o transporte
e o acompanhante do transportador, dentre outras atividades. Já Fabiane
Bettcurt era comparsa de Sigarini e auxiliou a atuação do bando.
A ré Josecler Constante
Soares teve como tarefa acompanhar o transportador da droga,
oportunidade em que fingiu ser sua namorada a fim de despistar os
policiais, em caso de abordagem.
Divino Bosco Campos Almeida
foi o designado para conduzir a encomenda de Cuiabá a Maceió. Ele era
também dono de parte da droga apreendida e, conforme ganhava dinheiro
com o transporte, investia no próprio comércio ilegal de entorpecentes.
Em depoimento, Renato
Sigarini relatou com detalhes a execução do crime, explicando que fez
uma cobrança em Mato Grosso para uma pessoa com a qual mantinha contato
apenas por telefone e que receberia pelo feito a quantia de dez mil
reais, valor que foi aumentado em mais quatorze mil reais para que ele
trouxesse a droga para Alagoas.
Renato Sigarini foi condenado
a 28 anos e três meses de reclusão; Divino Bosco Campos Almeida, a 20
anos e nove meses de reclusão; Fabiane Bettcurt, a 20 anos e nove meses
de reclusão; e Josecler Constante Soares, a 19 anos de reclusão, ambos
em regime inicialmente fechado.
Todos também foram condenados
ao pagamento de multa no valor de R$ 1,5 mil dias-multa, cada um
correspondendo a 1/30 do salário mínimo vigente à época do fato.
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